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Aliados de Lula temem uma “nova Lava-Jato” com avanços das investigações e desgaste político

Disputa eleitoral de 2026 preocupa o PT. Aliados de Lula temem desgaste político por investigações e crescimento de Flávio Bolsonaro e candidatos antissistema.

Aliados de Lula temem uma “nova Lava-Jato” com avanços das investigações e desgaste político

Disputa eleitoral de 2026 preocupa o PT. Aliados de Lula temem desgaste político por investigações e crescimento de Flávio Bolsonaro e candidatos antissistema.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Lideranças do PT e aliados próximos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avaliam que a sucessão presidencial de 2026 apresenta um cenário tão desafiador quanto o de 2022. A preocupação do campo governista baseia-se na dificuldade de elevar a aprovação do governo, na estabilidade dos índices de rejeição ao presidente e no avanço do senador Flávio Bolsonaro (PL) em levantamentos recentes.

O ambiente político tornou-se mais sensível com o avanço de investigações sobre o Banco Master e desvios de recursos no INSS. Nos bastidores, dirigentes de esquerda comparam o clima atual ao período da Operação Lava-Jato, temendo que o desgaste político recaia sobre o Palácio do Planalto, independentemente de responsabilidade direta do mandatário.

Interlocutores do governo analisam que o desgaste institucional pode não beneficiar apenas a oposição tradicional. Existe o receio de que o sentimento de rejeição ao sistema político abra caminho para candidatos “outsiders”, repetindo o fenômeno de 2018. Entre os nomes monitorados em pesquisas, embora em posições secundárias, está o de Renan Santos, presidente do partido Missão.

Para o núcleo do PT, a avaliação de que Flávio Bolsonaro pode ser lido por parte do eleitorado como um político tradicional reforça a tese de que o cenário está aberto para novas figuras que explorem o discurso antissistema.

O debate interno resgata erros estratégicos cometidos durante o governo Dilma Rousseff. Na época, conselheiros acreditaram que a Lava-Jato atingiria apenas o Congresso, avaliação que se provou equivocada e culminou no impeachment de 2016. Recordam-se também as tentativas frustradas de acordos políticos com lideranças como Eduardo Cunha para estancar a crise.

Diante do histórico, aliados defendem que Lula assuma um papel mais ativo na condução da crise. A avaliação é que autoridades dos três Poderes demonstram dificuldade em reagir à pressão das investigações. Para os assessores, uma atuação política direta do presidente é essencial para evitar que o governo seja penalizado eleitoralmente antes mesmo do início formal da campanha.

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