O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), afirmou que não concederá recomposição salarial aos servidores estaduais no momento, classificando a medida como “financeiramente inviável”. A declaração foi feita durante o cumprimento de agenda na Região dos Lagos, na inauguração da 63ª base do Segurança Presente em Iguaba Grande.
Castro destacou que o estado enfrenta um déficit estimado em R$ 19 bilhões. Segundo o chefe do Executivo, R$ 14 bilhões desse montante decorrem da renegociação da dívida com a União, enquanto os R$ 5 bilhões restantes referem-se à frustração na arrecadação de royalties do petróleo. “Eu não cedi até agora e não vou ceder. Ou trabalha com responsabilidade fiscal ou não paga salário”, declarou.
O governador enfatizou que, embora reconheça o direito do servidor e considere a recomposição justa, priorizará a manutenção do funcionamento da máquina pública para atender os 16 milhões de habitantes do estado. Castro pontuou que já concedeu reajustes em momentos de maior fôlego financeiro, mas que o cenário atual impede novos gastos para não “quebrar o estado”.
Durante o evento, Cláudio Castro também confirmou que pretende deixar o cargo em abril para disputar uma vaga no Senado Federal. O governador reforçou o compromisso de não deixar novas dívidas para o seu sucessor. “Eu pago dívidas que outros deixaram, mas de mim ninguém vai receber nenhum real de dívida nova. Se a situação melhorar e tiver dinheiro, a primeira coisa que vamos fazer será recompor o servidor”, afirmou.







