A cerca de 100 dias da abertura da Copa do Mundo de 2026, com sede no Canadá, Estados Unidos e México, a participação do Irã ainda é incerta. A possibilidade de boicote foi levantada pelo presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj, após o início de uma operação militar envolvendo Israel e os Estados Unidos.
Em declaração à televisão iraniana, Taj afirmou que os acontecimentos não ficariam sem resposta e que, diante do cenário atual, a Copa do Mundo não pode ser vista com esperança. Ele também informou que todas as partidas do campeonato nacional foram suspensas. Segundo o dirigente, a decisão final caberá às autoridades esportivas.
A seleção iraniana, classificada para sua sétima participação em Mundiais, integra o Grupo G ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia. A equipe tem uma partida marcada em Seattle e duas em Los Angeles, cidade que abriga uma expressiva comunidade iraniana desde a Revolução Islâmica do Irã de 1979.
A FIFA mantém cautela diante da possível ausência do país. O regulamento da Copa do Mundo não prevê explicitamente o boicote de seleções, mas o Artigo 6º menciona situações de “força maior”. A situação aplicada concede à entidade liberdade para adotar medidas necessárias, incluindo a substituição da equipe participante por outra associação.







