As eleições de 2026 devem provocar novo rearranjo no sistema partidário brasileiro. A elevação gradual da cláusula de barreira, instituída na minirreforma eleitoral, impõe um teste de sobrevivência a partidos médios e pequenos que já operam no limite desde 2018.
Pela regra em vigor, para ter acesso ao fundo partidário e ao tempo de rádio e televisão, a legenda precisa eleger ao menos 13 deputados federais ou alcançar 2,5% dos votos válidos nacionais para a Câmara Federal, distribuídos em pelo menos um terço dos estados. Sem cumprir esses requisitos, o partido perde recursos e visibilidade, o que compromete sua atuação política.
A cláusula de barreira foi concebida para reduzir a hiperfragmentação partidária. O efeito prático tem sido a consolidação de legendas médias e grandes e a absorção, via fusão ou federação, das pequenas e em 2026, o teste será ainda mais severo.
Desde a implementação da cláusula, siglas tradicionais como o Partido Social Cristão (PSC) e o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) deixaram de existir. Para este ano (2026), a o sistema fica ainda mais apertado e ao menos nove partidos voltam a figurar na chamada zona de risco da extinção.
Figuram na lista de sobrevivência partidos históricos como o PSDB (Partido da Social Democracia Brasileiro), o Cidadania (Antigo PPS), o Partido Democrático Trabalhista (PDT) e partidos mais recentes como o Solidariedade, o Partido da Renovação Democrática (PRD), o Avante, o Novo, o Podemos e o Missão.







