Uma grave falha na liberação e no translado de corpos de pessoas falecidas gerou indignação nesta semana na população das cidades de Italva e Santo Antônio de Pádua, interior do estado do Rio de Janeiro. A situação foi descoberta durante um velório na cidade de Italva, onde, ao abrir do caixão, os familiares perceberam que o corpo presente no caixão não era o de seu ente querido. Após a constatação, a família descobriu que o falecido havia na verdade sido levado para outra cidade, Santo Antônio de Pádua a quase 100 km dali e que o corpo ali entregue era o destinado àquela cidade.
O sepultamento foi então adiado aumentando ainda mais o sofrimento causado pela situação, enquanto se fazia a troca dos corpos. Pessoas presentes relataram forte abalo emocional, além de indignação com o ocorrido, apontando falhas no processo de identificação e conferência durante o translado.
Em nota, o Hospital São José do Avaí (HSJA), da cidade de Itaperuna, onde os mortos trocados faleceram, informou que adota protocolo rigoroso no controle de óbitos, com identificação, registro documental e checagem criteriosa. A instituição afirmou ainda que, no momento da liberação, a funerária confere as informações e assina o protocolo de retirada com nome, data, horário e identificação do responsável. Na nota o HSJA informou que a ocorrência teria acontecido após a retirada dos corpos de suas dependências, cabendo à funerária prestar esclarecimentos sobre o fato.






