O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu aumentar o imposto de importação sobre celulares e outros produtos de tecnologia. A medida, anunciada pelo Ministério da Fazenda, atinge mais de mil itens e eleva as alíquotas em até 7,2%. O objetivo seria conter o avanço de produtos estrangeiros e reduzir o risco de enfraquecimento da indústria nacional.
A decisão foi assinada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, que também comanda o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. A mudança afeta bens de capital, como máquinas e equipamentos, além de produtos de informática e telecomunicações, incluindo smartphones. Assim, consumidores e empresas que utilizam itens importados devem enfrentar aumento nos custos desde já.
Segundo o Ministério da Fazenda, a presença crescente de produtos estrangeiros no mercado brasileiro ameaça a cadeia produtiva nacional e pode provocar regressões produtiva e tecnológica. O governo informou que as importações desses itens cresceram 33,4% desde 2022, elevando a participação de produtos importados para mais de 45% do consumo nacional até dezembro do ano passado.
Em nota técnica, o governo classificou a medida como “moderada e focalizada”, com o objetivo de reequilibrar preços, conter o avanço de importações e reduzir a vulnerabilidade externa do país. A iniciativa também é apresentada como alinhada a práticas internacionais de proteção de setores considerados estratégicos. A avaliação é que o impacto sobre a inflação deve ser limitado e ocorrer de forma gradual, já que muitos dos itens afetados são insumos produtivos e contam com regimes que reduzem a carga efetiva.







