A Starlink, empresa de internet via satélite do empresário Elon Musk, ampliou em 85% sua base de clientes no Brasil em 2025 e alcançou a 13ª posição entre as maiores operadoras do país. O crescimento superou a média do setor de banda larga fixa, que foi de 3% no ano. Os dados são de um levantamento feito pelo portal Poder360 com base em informações da Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL).
Em dezembro de 2023, a empresa registrava 133 mil pontos de acesso no país. No mesmo mês de 2024, o número subiu para 326,8 mil. Em 2025, fechou com 606,2 mil acessos ativos. No ranking nacional, a companhia passou da 24ª posição, em 2023, para a 15ª em 2024, até atingir o 13º lugar neste ano.
Entre as 15 maiores operadoras, a Starlink foi a que mais cresceu em 2025 (+85,5%), seguida pela Brasil TecPar (+61,6%). A Claro lidera em número absoluto de clientes, com 10,6 milhões, seguida pela Vivo, com 8 milhões. Ambas registraram altas mais moderadas no período.
O principal entrave para expansão é o custo inicial do equipamento. O dispositivo mais barato, o modelo mini, custa R$ 999, e a assinatura mensal é de R$ 235,52. Operadoras tradicionais oferecem planos residenciais por cerca de R$ 100 mensais, muitas vezes sem taxa de adesão.
O serviço da Starlink se destaca por operar em áreas remotas, como chácaras, acampamentos e trilhas. Os estados da região Norte concentram maior densidade de acessos, diante das limitações de infraestrutura. A empresa opera cerca de 8 mil satélites em órbita baixa, a aproximadamente 550 quilômetros da Terra, formando uma rede ativa 24 horas por dia.







