Os Correios deram início ao primeiro leilão de imóveis próprios como parte do plano de reestruturação financeira da estatal. Nesta etapa inicial, 21 imóveis classificados como ociosos serão ofertados para venda imediata em 11 estados: Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte e São Paulo.
Segundo a empresa, a alienação dos bens não trará impacto à prestação de serviços à população. Atualmente, a infraestrutura dos Correios conta com mais de 10.350 unidades de atendimento em todo o país, entre agências próprias e pontos parceiros, além de cerca de 1,1 mil centros de distribuição e tratamento.
A direção da estatal estima que os leilões possam reduzir despesas com manutenção de imóveis sem uso e arrecadar até R$ 1,5 bilhão para investimentos na própria empresa. Ainda neste primeiro semestre, novos bens ociosos devem ser colocados à venda.
Entre os ativos selecionados estão terrenos, prédios administrativos, antigos complexos operacionais, galpões, lojas e apartamentos funcionais. Em alguns casos, partes dos imóveis podem estar ocupadas por terceiros, e eventual desocupação ficará sob responsabilidade do comprador.
O leilão integra um plano mais amplo de reequilíbrio financeiro. A estatal identificou déficit estrutural superior a R$ 4 bilhões anuais, patrimônio líquido negativo de R$ 10,4 bilhões e prejuízo acumulado de R$ 6,057 bilhões até setembro de 2025.







