A Confederação Nacional da Indústria (CNI) articula a elaboração de um manifesto contra propostas em tramitação no Congresso Nacional que preveem o fim da escala de trabalho 6×1. Segundo a entidade, a mudança na escala pode gerar um prejuízo de quase R$ 180 bilhões para o setor produtivo.
Para ampliar a mobilização, a CNI busca apoio de outras confederações empresariais, como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e a Confederação Nacional do Transporte (CNT). Representantes dos setores se reuniram na semana passada, no Instituto Pensar Agro, para avaliar os efeitos econômicos das propostas.
O presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou que o debate não se resume a ser contra ou a favor da escala 6×1, mas questiona o momento da discussão. Para ele, a proposta atende a um oportunismo eleitoral e ignora desafios estruturais do país, como a escassez de mão de obra, a baixa produtividade, a perda de competitividade internacional e o desequilíbrio fiscal.
Alban destacou ainda que pequenas e médias empresas, responsáveis pela maior parte dos empregos formais no país, teriam dificuldade para absorver o aumento de custos. Segundo ele, o repasse dessas despesas pode pressionar preços, reduzir o poder de compra da população e impactar negativamente o emprego. A CNI informou que seguirá avaliando os impactos para definir uma posição conjunta do setor produtivo.






