A União Europeia voltou a pressionar o TikTok por mudanças em sua interface para reforçar a proteção de crianças e adolescentes. A comissária europeia responsável, Henna Virkkunen, afirmou que a plataforma precisa adotar ajustes para garantir a segurança de todos os usuários, especialmente menores de idade. Segundo ela, caso as exigências não sejam atendidas, o aplicativo poderá ser multado em até 6% de seu faturamento global anual.
Conforme a comissão, a investigação identificou funcionalidades consideradas potencialmente viciantes, que poderiam afetar o bem-estar físico e mental dos usuários, sobretudo crianças e adolescentes. Entre os pontos citados estão a rolagem contínua de conteúdos, a reprodução automática de vídeos e o envio recorrente de notificações push, que estimulariam o uso compulsivo do aplicativo.
Autoridades europeias afirmam que, embora o TikTok reconheça os riscos associados ao uso excessivo da plataforma, as medidas adotadas são insuficientes diante das normas digitais em vigor no bloco. A UE também avalia que os mecanismos de limitação de tempo de uso são fáceis de contornar e que o controle parental exige etapas complexas para ser ativado.
Governos de países europeus discutem restrições ao uso de redes sociais por menores de 15 anos. Além desse processo, a plataforma é alvo de outra investigação da União Europeia sobre suspeitas de interferência estrangeira nas eleições presidenciais da Romênia.
Em resposta, o TikTok classificou como completamente falsa a imagem da plataforma apresentada pelas autoridades europeias e informou que irá contestar as conclusões por todos os meios legais disponíveis. No ano passado, a plataforma anunciou novos recursos, como alertas de tempo de tela, modos de pausa e ferramentas voltadas ao descanso noturno.






