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Pesquisadores descobrem como desligar gene causador do câncer

Avanços científicos no câncer apontam novas estratégias para interromper crescimento tumoral e ampliam uso da biópsia líquida no monitoramento precoce.

Pesquisadores descobrem como desligar gene causador do câncer

Avanços científicos no câncer apontam novas estratégias para interromper crescimento tumoral e ampliam uso da biópsia líquida no monitoramento precoce.
Foto: Reprodução

O câncer ainda é tratado pela medicina como uma doença sem cura definitiva. Esse entendimento entretanto começa a ser reavaliado, já que pesquisadores das Universidades de Monash e de Harvard identificaram um mecanismo biológico capaz de desativar de forma duradoura genes responsáveis pelo desenvolvimento do câncer. A descoberta foi detalhada em um estudo publicado na revista científica Nature Cell Biology.

O avanço não decorre de uma técnica isolada, mas da convergência entre diferentes áreas do conhecimento que tratam o câncer como um sistema biológico complexo, sustentado por genes, sinais químicos e rotas específicas de sobrevivência celular. A partir do mapeamento desses processos, tornou-se possível identificar pontos de intervenção capazes de interromper a progressão da doença.

A desativação de genes associados, em vez de promover alterações permanentes no DNA, estratégia que historicamente gerou questionamentos éticos e clínicos, passou a atuar sobre a expressão gênica. O objetivo é bloquear a leitura de genes defeituosos que funcionam como indutores da proliferação celular descontrolada.

Segundo os estudos, o mecanismo é reversível e tem sido comparado a um “interruptor biológico”, capaz de silenciar programas celulares que mantêm a atividade tumoral. Resultados experimentais indicam que, ao perder esse comando, determinados tumores deixam de se multiplicar e podem entrar em colapso.

Os avanços também se refletem na capacidade de detecção precoce e monitoramento da doença. A biópsia líquida, baseada na identificação de fragmentos de DNA tumoral na corrente sanguínea, passou a permitir o acompanhamento molecular em tempo real. Com isso, médicos conseguem identificar sinais de progressão ou falha terapêutica antes mesmo de alterações aparecerem em exames de imagem, ampliando a precisão no acompanhamento clínico.

Fonte: Conexão Política

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