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China inicia guerra judicial contra o Panamá por controle de portos

China apoia arbitragem da CK Hutchinson contra decisão do Panamá que anulou contrato de portos no Canal do Panamá, em meio a disputa geopolítica.

China inicia guerra judicial contra o Panamá por controle de portos

China apoia arbitragem da CK Hutchinson contra decisão do Panamá que anulou contrato de portos no Canal do Panamá, em meio a disputa geopolítica.
Foto: Reprodução/Getty Images

O governo da China declarou apoio total à arbitragem internacional movida pela CK Hutchinson contra a decisão da Suprema Corte do Panamá. O órgão declarou inconstitucional o contrato que permitia à empresa operar portos nas extremidades do Canal do Panamá. A companhia, sediada em Hong Kong, acionou a Câmara Internacional de Comércio após a publicação da decisão judicial.

Em comunicado, a CK Hutchinson afirmou que a decisão da Justiça panamenha resulta de uma campanha direcionada contra a empresa e alegou tratamento discriminatório, ao destacar que contratos semelhantes não foram alvo de investigação. A companhia administra desde 1997 os portos de Balboa e Cristóbal, considerados estratégicos por estarem localizados em uma das principais rotas comerciais do mundo.

O posicionamento foi reforçado ao longo da semana pelo . O porta-voz Lin Jian, do Ministério das Relações Exteriores da China, afirmou que Pequim acompanha o caso de perto e atribuiu a decisão a pressões norte-americanas. Segundo ele, o governo panamenho teria sido influenciado por uma narrativa dos EUA de que a China busca controlar o Canal do Panamá.

A decisão foi celebrada pela Casa Branca. Em 31 de janeiro, o Departamento de Estado dos EUA divulgou nota reconhecendo o julgamento como demonstração da maturidade democrática do Panamá. O comunicado também foi endossado por Paraguai, Equador, Bolívia, Guatemala, Costa Rica e Honduras.

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