O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto que amplia, de forma temporária, a importação de carne bovina da Argentina com isenção tarifária. A medida autoriza a compra adicional de 80 mil toneladas por ano de aparas de carne bovina magra, produto utilizado principalmente na fabricação de carne moída.
Conforme o texto, a decisão foi motivada por dificuldades estruturais enfrentadas pela pecuária americana, incluindo a redução do rebanho nacional. Dados oficiais apontam que o estoque de cabeças de gado nos Estados Unidos caiu 8,6% desde 2020, atingindo o menor nível em décadas. O cenário é atribuído a fatores como seca prolongada, incêndios florestais e restrições à importação de gado do México por questões sanitárias.
Segundo a Casa Branca, esses fatores pressionaram o mercado interno e elevaram o preço da carne moída ao maior patamar desde o início da série histórica, na década de 1980. O governo afirma que a ampliação das importações da Argentina tem como objetivo garantir oferta e contribuir para a contenção de preços ao consumidor.
Dados do governo americano citados pela agência Reuters indicam que, em 2024, os Estados Unidos importaram cerca de 33 mil toneladas métricas de carne bovina argentina, volume equivalente a aproximadamente 2% do total das importações do país. O Brasil não foi incluído em medidas semelhantes.







