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Ricardo Nunes promete usar polícia para impedir blocos clandestinos em São Paulo

Prefeitura de São Paulo diz que acionará Polícia e Guarda Civil para impedir blocos de Carnaval fora da lista oficial autorizada pela gestão.

Ricardo Nunes promete usar polícia para impedir blocos clandestinos em São Paulo

Prefeitura de São Paulo diz que acionará Polícia e Guarda Civil para impedir blocos de Carnaval fora da lista oficial autorizada pela gestão.
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A Prefeitura de São Paulo afirmou que acionará as forças de segurança para impedir a realização de blocos de Carnaval que não estejam na lista autorizada pela gestão municipal. O período oficial da folia começa no próximo fim de semana e se estende até o domingo seguinte ao Carnaval.

Em coletiva, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) declarou que haverá atuação da Polícia Militar, da Guarda Civil Metropolitana e das subprefeituras para barrar desfiles não autorizados. Segundo ele, blocos que ocorram sem autorização e sem estrutura de organização colocariam o público em risco.

A subprefeitura da Lapa, região que concentra blocos organizados sem divulgação prévia, classificou em publicação nas redes sociais os chamados blocos clandestinos como “crime”. Após questionamento da imprensa, a postagem foi retirada do ar.

A posição da prefeitura gerou controvérsia entre organizadores e defensores do carnaval de rua. Eles argumentam que a Constituição garante a livre expressão artística em espaços públicos, independentemente de licença ou autorização. Para esse grupo, o carnaval de rua é uma manifestação espontânea e democrática, que não deveria depender de aval do poder público.

A administração municipal, por sua vez, sustenta que a pré-inscrição é necessária para garantir segurança, infraestrutura e fiscalização. A lista oficial divulgada pela prefeitura prevê 627 desfiles, embora parte deles costume não ocorrer.

Além disso, há compromisso com patrocinadores do carnaval, representados pela Ambev, que prevê a criação de áreas de exclusividade comercial no entorno dos blocos oficiais, restritas a ambulantes credenciados. Em blocos não autorizados, a prefeitura afirma não ser possível assegurar esse controle.

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