O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) autorizou 85.469 registros de armas de fogo para defesa pessoal nos três primeiros anos de seu terceiro mandato, entre 2023 e 2025. O volume corresponde ao segundo menor patamar desde o início da série histórica recente, ficando acima apenas do registrado no começo de seu primeiro governo, quando foram concedidas 80.001 autorizações entre 2003 e 2005.
Dados do Poder360, com base em informações da Polícia Federal, indicam uma redução de cerca de 80% em relação aos três primeiros anos do governo de Jair Bolsonaro (PL). Entre 2019 e 2021, foram emitidos aproximadamente 428,7 mil registros para defesa pessoal, número 343,2 mil superior ao observado no atual mandato de Lula.
O levantamento aponta ainda que, em termos anuais, as autorizações mantiveram trajetória de queda. Em 2025, foram registrados 32,2 mil novos registros, consolidando a retração iniciada em 2023, primeiro ano após a mudança de diretrizes do governo federal.
Na comparação entre administrações, o maior volume de registros nos três primeiros anos ocorreu durante o segundo mandato de Lula, entre 2007 e 2009, com 670,1 mil emissões. Esse pico, segundo o levantamento, está relacionado a um processo nacional de recadastramento de armas iniciado após a edição do Estatuto do Desarmamento, em 2003, cujo prazo foi prorrogado diversas vezes, concentrando registros em um curto período.
Nos governos seguintes, os números oscilaram. No primeiro mandato de Dilma Rousseff (PT), entre 2011 e 2013, foram liberados 146,8 mil registros. Já no período que abrange o segundo mandato de Dilma e o governo Michel Temer (MDB), entre 2015 e 2017, o total foi de 241,1 mil.
Durante o governo Bolsonaro, a flexibilização das regras levou a um aumento consistente das autorizações. Ao longo de seus quatro anos de mandato, foram concedidos 562,4 mil registros de armas que permanecem válidos.







