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Crise no IBGE leva a debandada na equipe que calcula o PIB

IBGE enfrenta crise interna com saídas na área de Contas Nacionais às vésperas da divulgação do PIB de 2025.

Crise no IBGE leva a debandada na equipe que calcula o PIB

IBGE enfrenta crise interna com saídas na área de Contas Nacionais às vésperas da divulgação do PIB de 2025.
Foto: Divulgação/IBGE

Faltando pouco mais de um mês para a divulgação do PIB de 2025, o IBGE enfrenta novos desdobramentos da crise interna entre o corpo técnico e o presidente do órgão, Marcio Pochmann. Após o afastamento de Rebeca Palis da coordenação de Contas Nacionais, três servidores da área responsável pelo cálculo do PIB deixaram cargos de chefia nos últimos dias.

Pediram desligamento Cristiano Martins, gerente de Bens e Serviços, Claudia Dionísio, gerente das Contas Nacionais Trimestrais, e Amanda Tavares, gerente substituta da área. Cristiano seria o substituto natural de Rebeca e afirmou ter deixado os cargos em solidariedade à ex-coordenadora. Todos seguem atuando no IBGE, mas fora das funções gerenciais.

Rebeca Palis ocupava a coordenação de Contas Nacionais havia 11 anos. Ela assumiu o posto em 2014, após a saída de Roberto Olinto, de quem foi auxiliar direta. Sua exoneração ocorreu em meio à atualização do ano-base do Sistema de Contas Nacionais, que passará de 2010 para 2021.

Segundo servidores ouvidos sob reserva, o cálculo do PIB trimestral segue normalmente, mas as mudanças na liderança podem afetar prazos de revisões metodológicas e projetos em andamento. A divulgação do PIB anual está marcada para 3 de março.

Em nota, o IBGE informou que Ricardo Montes de Moraes assumiu a coordenação de Contas Nacionais. O órgão afirmou que o cronograma de divulgações será cumprido integralmente. Não foram anunciados substitutos para os demais cargos de gerência.

O sindicato dos trabalhadores do IBGE, a Assibge, criticou a exoneração de Rebeca. “Uma mudança de coordenação em pleno curso desse processo deveria ter sido conduzida de forma mais cuidadosa, com transição previamente delineada e diálogo institucional”, afirmou em nota.

A crise no IBGE se arrasta desde 2024 e envolve críticas à gestão de Pochmann, incluindo a criação da fundação IBGE+. Funcionários relatam um ambiente de instabilidade e associam as exonerações a manifestações críticas à direção. Procurado, o presidente do IBGE não respondeu.

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