A prisão de Layla Lima Ayub sob suspeita de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), levou o Judiciário paulista a emitir um alerta sobre a infiltração da facção criminosa no poder público. Layla foi aprovada em concurso público e tomou posse como delegada no fim de dezembro em São Paulo. O caso levanta alertas severos sobre o risco do país estar cada vez mais próximo de se tornar um narcoestado.
Ao decretar a prisão preventiva da investigada, o juiz Paulo Fernando Deroma de Mello destacou que o caso evidencia o grau de penetração do PCC em diferentes setores do estado brasileiro, incluindo a própria área de segurança pública. Na decisão, o magistrado afirmou que, caso se confirme que a facção tenha arregimentado a investigada para ingressar no cargo de delegado de polícia, especialmente no estado mais populoso do país e com o maior contingente policial, o Brasil estaria “a poucos passos” de se tornar um narcoestado.
Segundo informações do processo, Ayub se apresenta nas redes sociais como delegada da Polícia Civil de São Paulo, ex-advogada criminalista e ex-policial militar do Espírito Santo. As investigações apontam que ela conheceu e se relacionou com Jardel Neto Pereira da Cruz, integrante do PCC, em um presídio na região de Marabá, no Pará, onde atuava como advogada na defesa de presos ligados à facção criminosa.







