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Facções usam o Rio de Janeiro como escola e exportam modelo do tráfico para a Bahia

Rio registrou aumento de criminosos de outros estados e do exterior presos em 2025, segundo a Polícia Militar.

Facções usam o Rio de Janeiro como escola e exportam modelo do tráfico para a Bahia

Rio registrou aumento de criminosos de outros estados e do exterior presos em 2025, segundo a Polícia Militar.
Foto: Fabiano Rocha/Agência O Globo

As grandes operações de segurança realizadas no Rio de Janeiro em 2025 evidenciaram o aumento da atuação de criminosos oriundos de outros estados e do exterior no território fluminense. Conforme a Polícia Militar (PM), 209 forasteiros foram presos no estado ao longo do ano passado, número superior ao registrado em 2024. Entre os detidos, 11 eram da Bahia, dado que reforça a conexão entre facções cariocas e grupos criminosos que atuam naquele estado. As informações foram divulgadas pelo jornal O Globo.

Segundo a PM, integrantes do Comando Vermelho (CV) vindos de fora do Rio pagam valores para se estabelecer em comunidades dominadas pela facção. A cobrança garante proteção, acesso à estrutura local e aproximação com lideranças que continuam a comandar ações a partir de áreas como os complexos do Alemão e da Penha. O secretário da PM, coronel Marcelo Menezes, afirma que a movimentação faz parte de uma estratégia de expansão. Segundo ele, muitos criminosos buscam contato direto com as lideranças para posteriormente levar o conhecimento adquirido a seus estados de origem.

Entre os nordestinos presos, a Bahia lidera o número de detenções, superando Pernambuco e Maranhão. Para investigadores, esse dado confirma a ligação direta entre quadrilhas baianas e facções cariocas, especialmente o Comando Vermelho e o Terceiro Comando Puro (TCP). Mesmo escondidos no estado, líderes seguem ordenando execuções e disputas territoriais em solo baiano.

Embora o Sudeste concentre a maior parte dos forasteiros presos (99 dos 209), o Nordeste como um todo apresenta números relevantes. Além da Bahia, foram presos criminosos do Ceará, Paraíba, Pernambuco, Maranhão e Rio Grande do Norte.

As operações também resultaram na prisão de 39 estrangeiros, principalmente colombianos. Houve ainda detenções de suspeitos oriundos de outros países da América do Sul, além da Europa e da África. Entre os casos recentes estão as prisões de Cássio Dumont Martins Tavares, conhecido como Cascão, em Santa Teresa, e de Rafael Amorim de Brito, o Rafão, detido em Itaboraí.

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