A guerra na Ucrânia já provocou cerca de 1,2 milhão de mortos, feridos ou desaparecidos no Exército russo desde o início da invasão em larga escala, em fevereiro de 2022. Os dados são de um estudo divulgado feito pelo Centro para Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), dos Estados Unidos. Desse total, aproximadamente 325 mil militares russos teriam morrido, número que, de acordo com o instituto, supera as baixas de qualquer grande potência em conflitos desde a Segunda Guerra Mundial.
O CSIS avalia que, apesar de avanços pontuais no campo de batalha, a Rússia tem obtido ganhos territoriais limitados a um custo elevado. O estudo aponta que, desde 2024, as forças russas avançaram, em média, entre 15 e 70 metros por dia nas principais ofensivas, ritmo considerado lento em comparação a grandes campanhas militares do último século.
O governo russo contestou os dados, classificando o relatório como não confiável. Levantamentos independentes do serviço russo da BBC e do portal Mediazona, baseados em registros públicos como certidões de óbito, identificaram mais de 163 mil soldados russos mortos, com ressalvas de que o número real tende a ser maior.
No lado ucraniano, o CSIS estima entre 500 mil e 600 mil baixas totais, incluindo mortos, feridos e desaparecidos. As mortes estariam entre 100 mil e 140 mil até dezembro de 2025. A projeção do instituto é que o total de baixas dos dois lados possa alcançar 2 milhões até junho deste ano.
O impacto sobre a população civil também é destacado. Dados da ONU indicam que 2025 registrou mais mortes de civis na Ucrânia do que qualquer outro ano desde o início do conflito, com exceção de 2022. Foram contabilizados mais de 2,5 mil mortos e 12 mil feridos no ano passado, enquanto o total desde 2022 chega a 15 mil, número considerado subestimado.
Rússia e Ucrânia mantêm neste momento negociações de paz com mediação dos Estados Unidos. Enquanto não chegam a um acordo os combates seguem intensos e continuam a afetar a infraestrutura e as condições de vida em ambos os países.







