O Banco Central (BC) ampliou de forma significativa suas reservas de ouro em 2025, após quatro anos sem realizar compras do metal. Entre setembro e novembro, a autoridade monetária adquiriu 42,8 toneladas, elevando o volume total de 129,6 para 172,4 toneladas, um crescimento de 33% no estoque físico.
Em valores, as reservas em ouro praticamente dobraram ao longo do ano, impulsionadas tanto pelas aquisições quanto pela valorização do metal no mercado internacional. O montante passou de US$ 11,7 bilhões em janeiro para US$ 23,3 bilhões em novembro, alta de 99,15%. No acumulado de 2025, o ouro registrou valorização de 65,2%, e, nos últimos três anos, seu valor mais que dobrou.
A ampliação das reservas ocorre em um contexto de incerteza global e reflete a estratégia do Banco Central de reduzir a dependência do dólar e diversificar os ativos que compõem as reservas internacionais. Embora a moeda norte-americana continue sendo o principal componente, sua participação vem recuando: caiu de 86,77% em 2019 para 78,45% em 2024. Em 2025, o ouro representa cerca de 6,5% do total das reservas.
Em novembro, as reservas internacionais brasileiras somaram US$ 360,6 bilhões, um aumento de US$ 32,3 bilhões em relação ao início do ano. Além do ouro, o volume é composto majoritariamente por títulos e depósitos em moedas estrangeiras, como dólar, euro, libra esterlina, iene, dólar canadense e dólar australiano, além de direitos especiais de saque do Fundo Monetário Internacional (FMI), depósitos no Banco de Compensações Internacionais (BIS) e outros ativos financeiros.







