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Esquerda adota pautas da Direita de olho nas eleições de 2026

Esquerda brasileira adota pautas da direita em segurança, religião e economia como estratégia diante da queda de popularidade e das eleições de 2026.

Esquerda adota pautas da Direita de olho nas eleições de 2026

Esquerda brasileira adota pautas da direita em segurança, religião e economia como estratégia diante da queda de popularidade e das eleições de 2026.
Foto: Marlene Bergamo/ Folhapress

A esquerda brasileira tem passado a incorporar pautas tradicionalmente associadas à direita em meio à queda de popularidade do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a pressão por respostas a temas como segurança pública, valores sociais e relação com a iniciativa privada. Neste ano o tema da segurança pública deve despontar como tema central das eleições. A mudança na postura tem como pano de fundo a preparação para as eleições deste ano, quando Lula novamente buscará a reeleição.

Lideranças do Partido dos Trabalhadores (PT) em estados como Rio de Janeiro e Ceará tem adotado um discurso mais duro contra o crime organizado, com elogios frequentes a operações policiais. Alguns passaram a defender ações ostensivas contra facções, destacando a necessidade de enfrentamento armado e a proteção da população. Declarações nesse sentido contrastam com posições históricas da esquerda e foram influenciadas por pesquisas que indicaram apoio popular a operações policiais contra o crime. O governo Lula tenta liderar o debate com propostas como a PEC da Segurança Pública e com a divulgação de operações contra esquemas financeiros ligados ao crime organizado, mas ainda sem sucesso.

Outra frente de mudança envolve a aproximação com o eleitorado religioso, especialmente evangélico, onde a rejeição à esquerda é maior. Experiências recentes, como a campanha do PT em Cuiabá em 2024, indicam tentativas de adotar discurso mais alinhado a valores cristãos, com ênfase em família e defesa da vida. A estratégia pode ser ampliada nacionalmente em 2026, diante do peso do voto religioso nas últimas eleições.

Na área econômica, Lula tem tentado ampliar ao apoio do capital financeiro por meio de concessões em infraestrutura. A gestão passou a defender parcerias com a iniciativa privada para viabilizar investimentos em rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, citando limitações orçamentárias do governo. Segundo o Ministério dos Transportes, o volume de concessões firmadas na atual gestão supera o de décadas anteriores, incluindo diferentes setores da infraestrutura.

Analistas avaliam que a incorporação dessas pautas representa uma adaptação estratégica da esquerda ao cenário político e às demandas do eleitorado. A percepção é de que, sem nenhum nome à esquerda de Lula competindo nas eleições, pautas ideológicas da esquerda percam força de mobilização junto ao eleitorado.

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