O senador Rodrigo Pacheco (PSD) iniciou conversas para uma possível filiação ao União Brasil após a perda de espaço no PSD em Minas Gerais. Nesta sexta-feira (23/01), ele se reuniu com lideranças nacionais e estaduais da legenda em um almoço articulado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), um dos principais defensores de sua entrada no partido.
Pacheco deve deixar o PSD após a filiação do vice-governador Mateus Simões à sigla, movimento que inviabilizou sua permanência. Inicialmente cotado como candidato do partido ao governo mineiro em 2026, o senador foi preterido em favor de Simões, escolhido em articulação conduzida pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, e pelo deputado estadual Cassio Soares, dirigente da legenda no estado.
Diante desse cenário, Pacheco busca um novo partido que lhe dê sustentação para disputar o governo de Minas Gerais em uma frente de centro-esquerda, em oposição a Simões, que articula alianças com a direita. No União Brasil, porém, há obstáculos, como a articulação local para apoiar Simões e a federação em negociação entre a sigla e o PP, que poderia impor alinhamentos eleitorais mais amplos.
Um dos principais requisitos de Pacheco para ingressar no União Brasil é assumir a presidência estadual do partido, atualmente ocupada pelo deputado federal Marcelo Freitas, aliado de Simões. Com o controle da legenda em Minas, o senador pretende definir a estratégia eleitoral e evitar disputas internas semelhantes às enfrentadas no PSD. A eventual substituição de Freitas dependeria do comando nacional do partido, presidido por Antônio Rueda. Além do União Brasil, Pacheco também recebeu convites do MDB e do PSB. Segundo aliados, a definição sobre seu novo destino partidário deve ocorrer em breve.







