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Em nova estratégia, EUA agora priorizam segurança interna e influência na América Latina

Estratégia de Defesa Nacional dos EUA muda foco militar, reduz apoio a aliados, privilegia fronteiras e coloca a América Latina no centro das prioridades estratégicas.

Em nova estratégia, EUA agora priorizam segurança interna e influência na América Latina

Estratégia de Defesa Nacional dos EUA muda foco militar, reduz apoio a aliados, privilegia fronteiras e coloca a América Latina no centro das prioridades estratégicas.
Foto: Andrew Harnik/AFP

A Estratégia de Defesa Nacional 2026 indica uma mudança em relação à política adotada durante o governo Joe Biden ao estabelecer que aliados dos Estados Unidos devem assumir maior responsabilidade por sua própria defesa, com apoio mais limitado das forças americanas. O documento afirma que os EUA concentrarão seus esforços na defesa do território nacional e da região Indo-Pacífica.

O texto também adota tom mais moderado em relação a adversários tradicionais. Diferentemente da estratégia anterior, que classificava a China como o principal desafio e a Rússia como “ameaça grave”, a nova versão recomenda “relações respeitosas” com Pequim, não menciona Taiwan e descreve a ameaça russa como “persistente, porém gerenciável”.

A estratégia de 2026 prioriza o controle das fronteiras, com o Pentágono destacando ações para repelir invasões e expulsar estrangeiros em situação irregular. O documento deixa de citar as mudanças climáticas como risco à segurança nacional, tema presente na gestão Biden.

A América Latina é colocada no topo das prioridades estratégicas, em linha com a Estratégia de Segurança Nacional divulgada pela Casa Branca em dezembro. O Pentágono afirma que buscará restabelecer o domínio militar dos EUA no continente americano para proteger o território nacional e o acesso a áreas estratégicas.

Nesse contexto, o presidente Donald Trump justificou a operação de captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro como parte de um esforço para restaurar a supremacia dos Estados Unidos nas Américas, associando a ação a uma atualização da Doutrina Monroe. Desde setembro, os EUA realizaram cerca de 30 ataques contra embarcações de traficantes no Caribe e no Pacífico, resultando em mais de 110 mortes, sem apresentação de provas sobre o envolvimento dos alvos em atividades ilícitas.

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