Acompanhe-nos nas redes sociais:

São Paulo, o principal motor econômico do Brasil

São Paulo completa 472 anos como maior metrópole do Brasil, com PIB de R$ 3,5 trilhões, após trajetória histórica marcada por café, imigração e industrialização.

São Paulo, o principal motor econômico do Brasil

São Paulo completa 472 anos como maior metrópole do Brasil, com PIB de R$ 3,5 trilhões, após trajetória histórica marcada por café, imigração e industrialização.
Foto: Nathaniel Noir/Alamy Stock Photo

São Paulo completou 472 anos neste domingo (25/01) consolidada como a maior metrópole do país e principal motor econômico do Brasil. São mais de 11 milhões de habitantes com a capital paulista integrando o estado que, em 2024, registrou Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 3,5 trilhões, quase o triplo do segundo colocado no ranking nacional. O protagonismo atual, porém, contrasta com o passado: até meados do século 19, São Paulo era uma província periférica, com cerca de 30 mil habitantes em 1872, frente aos 270 mil do Rio de Janeiro.

A inflexão ocorreu ao longo do século 19, impulsionada pela expansão do café, pela superação de gargalos logísticos impostos pela Serra do Mar e por mudanças institucionais no Império. A descentralização política a partir de 1834 permitiu à província investir em estradas e criar pedágios, reduzindo custos de transporte e viabilizando o avanço da cafeicultura para o interior. A inauguração da ferrovia em 1867, ligando a capital a Jundiaí e ao Porto de Santos, acelerou a integração econômica e a expansão das exportações.

Diante do fim do tráfico transatlântico de pessoas escravizadas em 1850, São Paulo passou a incentivar a imigração europeia para suprir a mão de obra nas lavouras. Entre o século 19 e a década de 1970, cerca de 3 milhões de imigrantes passaram pela Hospedaria do Brás, contribuindo não apenas para a agricultura, mas também para a formação de um mercado consumidor e o surgimento das primeiras indústrias. A partir do século 20, fluxos migratórios internos, especialmente do Nordeste, passaram a predominar.

A industrialização ganhou força após a crise de 1929 e foi consolidada com políticas de proteção à indústria nacional a partir de 1930. Nas décadas seguintes, o estado diversificou sua economia, reduzindo a dependência do café. Pesquisadores apontam explicações distintas para o sucesso paulista, que vão desde fatores institucionais e econômicos até a construção de um projeto simbólico e ideológico de autonomia e liberdade empreendedora que ajudou a consolidar a cidade como centro econômico no país.

Compartilhe:

Facebook
WhatsApp
X

Acompanhe-nos nas redes sociais

Participe de nosso Canal no WhatsApp!