O Bolsa Família inicia o ano eleitoral de 2026 com o segundo maior valor médio de sua história. Em janeiro, o benefício médio pago às famílias é de R$ 697,77, abaixo apenas do recorde registrado em junho de 2023, quando atingiu R$ 705,40. O valor básico do programa é de R$ 600, acrescido de adicionais destinados, entre outros grupos, a crianças e gestantes, mecanismos instituídos no início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Neste mês, o programa atendeu 18,78 milhões de famílias, número 0,4% superior ao registrado em dezembro de 2025. O maior contingente de beneficiários do programa ocorreu em janeiro de 2023, com 21,91 milhões de famílias atendidas.
O valor médio do benefício apresentou crescimento expressivo nos últimos anos, superando a inflação do período. Em dezembro de 2018, o pagamento médio era de R$ 186,78. Dados orçamentários indicam que os recursos reservados para 2026 permitem manter o benefício médio próximo de R$ 700 até o fim do ano.
A redução no número de beneficiários desde o início do atual governo está relacionada, principalmente, à revisão cadastral realizada para excluir pessoas que não se enquadram mais nos critérios do programa, incluindo casos de informações falsas. Desde a posse de Lula, o Bolsa Família registra uma diminuição líquida de 2,8 milhões de famílias atendidas. No governo anterior, o programa havia ampliado sua base em 7,5 milhões de beneficiários.
Em março de 2025, o Cadastro Único passou por reformulação para modernizar o sistema e tornar a atualização de renda automática, reduzindo a possibilidade de fraudes em programas sociais. Em termos orçamentários, o Bolsa Família deve custar R$ 13,1 bilhões à União em janeiro de 2026. Em janeiro de 2022, o gasto era de R$ 3,7 bilhões, com pico registrado em junho de 2023, quando alcançou R$ 15 bilhões.
Fonte: Poder360







