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Trânsito de Niterói revela falha histórica da Região Metropolitana do Rio de Janeiro

Trânsito de Niterói reflete sobrecarga regional do Leste Fluminense, falta de metrô e dependência da Ponte Rio-Niterói, com impactos diários na mobilidade urbana.

Trânsito de Niterói revela falha histórica da Região Metropolitana do Rio de Janeiro

Trânsito de Niterói reflete sobrecarga regional do Leste Fluminense, falta de metrô e dependência da Ponte Rio-Niterói, com impactos diários na mobilidade urbana.
Foto: Andre Cyriaco/Arquivo-Ecoponte

Quem enfrenta o trânsito diário por Niterói, a cidade sorriso, sabe que o problema vai muito além da demanda do local. A cidade acabou se tornando o principal funil viário do Leste Fluminense, absorvendo um volume de veículos e passageiros que precisam atravessá-la para chegar ao Rio de Janeiro.

Niterói exerce uma centralidade logística incontornável na Região Metropolitana. Motoristas e passageiros que saem de São Gonçalo, Maricá, Itaboraí e Rio Bonito precisam, em grande parte dos casos, passar pela cidade para acessar a Ponte Rio-Niterói.

O resultado é conhecido – congestionamentos, perda de horas produtivas e desgaste diário. Um custo alto pago por quem mora, trabalha e circula no município. Nos dias úteis, esse fluxo é essencialmente pendular, formado por trabalhadores e estudantes. Já em feriados e fins de semana, soma-se o tráfego intenso da Região dos Lagos, o que agrava ainda mais a situação — ainda que esse último não pese tanto no cotidiano semanal.

O acesso à ponte concentra praticamente todo o tráfego rodoviário do Leste Fluminense com destino à capital. Para chegar ali veículos precisam atravessar vias urbanas da cidade, transformando bairros inteiros em corredores de passagem.

O problema se agrava no funil da praça do pedágio, onde a promessa do sistema Free Flow se arrasta em estudos desde 2024, sem implementação concreta. Enquanto isso, filas se formam diariamente e o impacto recai, mais uma vez, sobre a pequena Niterói.

O transporte aquaviário, fundamental para a mobilidade metropolitana, também gera efeitos colaterais na cidade. A linha de barcas Praça XV–Arariboia transporta diariamente milhares de passageiros e muitos deles vem de fora da cidade. Somam-se a isso os ônibus intermunicipais que chegam ao Terminal Rodoviário João Goulart também trazendo moradores das cidades limítrofes. Embora essenciais para a integração regional, esses fluxos também pressionam trânsito urbano.

Diante desse cenário, a pergunta é inevitável – por que a Linha 3 do Metrô nunca saiu do papel? O projeto, que ligaria Niterói, São Gonçalo (e possivelmente Itaboraí) ao sistema metroviário do Rio de Janeiro, poderia retirar milhares de veículos das ruas diariamente. A inexistência dessa linha mantém a dependência quase total do transporte rodoviário e empurra a sobrecarga para Niterói, que segue pagando a conta de uma omissão histórica.

Outra alternativa, ainda que de menor impacto, seria a implantação de uma estação de barcas em São Gonçalo. Isso naturalmente reduziria o número de passageiros que hoje precisam se deslocar até Niterói para atravessar a Baía de Guanabara.

Como a concessão do transporte aquaviário é de responsabilidade do Governo do Estado, a decisão é política. O fato de o prefeito de São Gonçalo ser aliado do governador Cláudio Castro apenas reforça a pergunta que muitos fazem: o que falta para essa solução avançar?

Fonte: Cidade de Niterói

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