O acordo entre União Europeia (UE) e o Mercosul deve baratear produtos bastante consumidos pelo brasileiro como chocolates, queijos, azeites e molho de tomate. O tratado comercial, que ainda precisa ser aprovado pelo Parlamento Europeu, prevê redução de alíquotas para vários alimentos a partir de um cronograma pré-definido.
Os chocolates europeus, por exemplo, hoje são taxados em 20% pelo Brasil, mas ficarão imunes aos tributos a partir do décimo ano de vigência do acordo. Outro produto que terá a isenção de tributos de importação a partir do décimo ano são os queijos da UE, que hoje têm alíquota de 16%. Já os azeites produzidos europeus, taxados em 10%, terão a alíquota zerada a partir do 15º ano. Os vinhos, por sua vez, terão alíquotas de 20% a 27% reduzidas a zero entre o oitavo e décimo ano, a depender do tipo de vinho.
Embora muitas datas pareçam distantes, o cronograma da isenção de tributos incluem cortes graduais que já começam a valer tão logo o tradado entre em vigor. As frutas, por exemplo, como o kiwi, cuja maior parte vem da Grécia e Itália, terão redução será integral no começo da vigência. Alguns vinhos brancos e as manteigas também serão isentos ou terão as alíquotas reduzidas logo no primeiro ano.
Se na União Europeia agricultores manifestam contrários ao acordo com medo de que a carne brasileira tome parte do mercado europeu, no Brasil há euforia com o tratado. O agronegócio brasileiro será o maior beneficiado com o acordo. As tarifas de importação de 77% dos produtos agropecuários enviados pelo Mercosul para o bloco europeu serão eliminadas, com destaque para carnes suína e de frango, açúcar, pecuária bovina e óleos e gorduras vegetais.
Fonte: O Tempo







