A taxa de pobreza na capital argentina, Buenos Aires, continua a apresentar queda. Segundo pesquisa do Instituto de Estatística e Censos da Cidade Autônoma de Buenos Aires, referente ao terceiro trimestre de 2025, a agora pobreza alcança 17,3% das pessoas, ante taxa de 28,1% no mesmo período do ano retrasado (2023). Na mesma comparação, a taxa de indigência recuou de 11,0% para 5,3%.
Pela metodologia da pesquisa, são considerados pobres indigentes os que não conseguem com sua renda mensal comprar a cesta básica alimentar. Já os pobres não indigentes são os impossibilitados de adquirir a cesta mais completa, que inclui outros produtos não-alimentícios e alguns serviços.
Segundo o instituto, o que explica essa melhora na condição de vida é o fato de os rendimentos – tanto os laborais como os não-laborais, como aposentadorias e pensões – terem crescido do período em ritmo superior ao da inflação. Uma pesquisa separada mostrou que a renda familiar média teve uma alta de 69,3% no período, 31,6 pontos percentuais acima do IPC (índice que mede a inflação) da cidade autônoma de Buenos Aires, que ficou em 37,7%.
“No terceiro trimestre de 2025, os aumentos nos rendimentos (laborais e não laborais) foram superiores à alta dos preços. Essas dinâmicas impactam em uma redução da pobreza em relação ao mesmo período do ano anterior. Trata-se da quarta queda interanual consecutiva”, informou o instituto em nota.
Sobre outras classes sociais, a pesquisa mostrou que, no período, o número de domicílios considerados de classe média cresceu 19 ponto percentual e chegou a 51,4% dos lares. Já os setores mais ricos da sociedade, chamados de “acomodados” na pesquisa, avançou de 12,6% para 16,1% dos domicílios. Segundo os dados a pobreza ainda atinge 188 mil domicílios e 534 mil pessoas na capital argentina. Nesse grupo, a indigência atinge 55 mil domicílios e 164 mil pessoas.







