Milhares de residências ficaram sem eletricidade, comunicação ou aquecimento durante três dias em Berlim, na Alemanha, durante o rigoroso inverno que atinge o país. O apagão, ocorrido na semana passada, foi causado por um ataque incendiário realizado por ativistas de extrema-esquerda do Vulkangruppe (Grupo Vulcão). Segundo o site SIC Notícias, o ataque atingiu cerca de 45 mil casas e 2.200 empresas.
Segundo os autores do Vulkangruppe, o motivo do ataque foram as mudanças climáticas. A organização assumiu ter sabotado a central elétrica de gás de Berlim-Lichterfelde no dia 3 de janeiro, numa carta que está na posse da polícia e foi publicada na internet no dia 4 de janeiro.
Como resultado do ataque, escolas e creches prolongaram as férias de Ano Novo. Uma linha de trem, que atende a área suburbana da cidade, ficou fora de serviço. As autoridades foram obrigadas a abrirem os abrigos de emergência e outros espaços onde os moradores podem aquecer-se e recarregar seu celulares e os hotéis locais ofereceram quartos extras com tarifas reduzidas para os moradores. A energia só foi completamente reestabelecida na última quinta-feira.
Em conferência de imprensa esta segunda-feira ao início da tarde, a senadora do Interior de Berlim, Iris Spranger, afirmou que o ataque foi desumano e que colocou vidas em risco de forma deliberada e sistemática. Ele também considera a hipótese de denominar o ataque como terrorismo de esquerda.
O autarca de Berlim, Kai Wagner, da União Democrata-Cristã, afirmou “Foi um grupo extremista de esquerda que, mais uma vez, atacou as nossas infraestruturas e, com isso, colocou em risco a vida das pessoas“. Ele também afirmou tratar-se de terrorismo e não apenas de ataque ou sabotagem.







